Reduzir emissões deixou de ser só uma pauta ambiental e passou a impactar diretamente fatores como custos, reputação e outros. Neste blog, você entende de onde vêm as emissões do seu negócio e como começar a reduzi-las na prática.
A pressão para que empresas controlem suas emissões vem crescendo em várias frentes ao mesmo tempo. Segundo o WRI Brasil, normas de divulgação como o IFRS S2 (Regra internacional que diz como uma empresa deve divulgar informações sobre os riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas) já estão sendo adotadas em estruturas regulatórias em diferentes países, como a legislação da Califórnia, que passou a exigir que grandes empresas divulguem suas emissões a partir de 2026.
No Brasil, o movimento segue o mesmo caminho. Bancos, investidores e grandes compradores começaram a considerar o desempenho ambiental como critério de decisão, e não apenas como um diferencial de imagem. Para empresas de médio e grande porte, isso já aparece em editais, contratos e exigências de fornecedores.
De onde vem as emissões do seu negócio
Antes de falar em redução, vale entender onde as emissões da empresa realmente acontecem. O GHG Protocol é a metodologia mais utilizada no mundo para medir e calcular as emissões de gases de efeito estufa de uma empresa. Ele organiza as emissões em 3 escopos:
1º Escopo – Reúne as emissões diretas, geradas por fontes que a própria empresa controla, como frota própria, caldeiras e processos industriais.
2º Escopo – Corresponde à energia elétrica comprada para as operações da empresa.
3º Escopo – Abrange as emissões indiretas de toda a cadeia de valor, incluindo fornecedores, transporte, embalagens e até o descarte dos produtos vendidos.

Este último escopo geralmente é o mais difícil de monitorar, por se tratar de emissões que estão “fora do alcance” da empresa, por questões como o que o consumidor faz com seu produto após o uso, por exemplo. Porém, as emissões do escopo 3 podem representar em média 75% do total gerado por suas operações, de acordo com um relatório do CDP.
Os benefícios de reduzir emissões
Redução de custos operacionais
Processos mais eficientes em energia, logística e uso de insumos costumam gerar economia direta, além da redução ambiental. Trocar rotas de transporte, otimizar embalagens ou reduzir desperdício de energia são exemplos que impactam o resultado financeiro.
Acesso a incentivos e linhas de financiamento
Empresas com metas e resultados concretos de redução de emissões passam a ter acesso a condições de crédito diferenciadas, já que bancos de fomento e instituições financeiras vem criando linhas específicas para financiar projetos de baixo carbono, com prazos e taxas mais vantajosos do que o crédito tradicional. Além disso, esse tipo de iniciativa costuma abrir espaço para participar de editais e programas de incentivo fiscal voltados a empresas com práticas ambientais comprovadas.
Fortalecimento de marca e atendimento a exigências de parceiros
Empresas que já tem alguma estratégia de redução de emissões conseguem responder com mais facilidade a exigências de clientes, investidores e parceiros comerciais, o que se torna um diferencial competitivo.
Como reduzir o consumo de CO2 em uma empresa?
Gestão de resíduos e logística
Otimizar rotas de entrega, consolidar cargas e reduzir o volume de resíduos gerados nas operações reduz emissões de escopo 1 e também de parte do escopo 3, ligado ao transporte. A Seara é um exemplo de marca que se atentou a esse tópico e gerou ótimos resultados. Em 2021, a empresa reformulou as caixas usadas no transporte de seus produtos, o que reduziu em 930 o número de viagens de caminhão realizadas por ano e evitou a emissão de mais de 1.400 toneladas de CO₂ na atmosfera.
Escolhas na cadeia de suprimentos
A escolha de fornecedores, embalagens e descartáveis com menor impacto ambiental entra diretamente nessa conta, já que essas decisões fazem parte do escopo 3. Trocar materiais convencionais por opções biodegradáveis, recicláveis ou de origem renovável costuma reduzir emissões sem exigir uma reformulação completa dos processos internos. A Billa é uma marca especializada em embalagens e descartáveis sustentáveis para esse tipo de troca.
Eficiência energética e processos produtivos
Rever o consumo de energia elétrica, investir em equipamentos mais eficientes e identificar desperdícios na produção costuma ser o ponto de partida mais acessível, já que o retorno financeiro aparece rápido.
Compensação por créditos de carbono
Um crédito de carbono é um certificado que representa a redução ou remoção de uma tonelada de CO₂ da atmosfera, gerado por projetos como reflorestamento, energia renovável ou preservação de áreas naturais. Empresas podem comprar esses créditos para compensar parte das emissões que ainda não conseguiram eliminar diretamente. Para as emissões que ainda não foram eliminadas, a compra de créditos de carbono pode ser um complemento à estratégia. É importante lembrar que essa opção funciona melhor como parte de um plano mais amplo de redução, e não como substituto das mudanças estruturais.

Os riscos de não agir
Empresas que deixam a questão climática de lado tendem a sentir o impacto de formas distintas: no lado regulatório, com normas de divulgação de emissões se espalhando pelo mundo e ganhando força no mercado brasileiro; no lado comercial, com editais, licitações e contratos de grandes redes de varejo e indústria passando a exigir critérios ambientais na avaliação de fornecedores; e no lado reputacional, já que clientes, parceiros e o mercado financeiro observam com atenção empresas sem nenhum plano relacionado ao tema.
Sobre a Billa
Boa parte da redução de emissões passa por decisões que já fazem parte da rotina de compras da empresa, como a escolha de embalagens e descartáveis. A Billa oferece produtos sustentáveis para o seu mix, com atendimento personalizado e facilidade de pagamento. Afinal, para nós, ser sustentável é ser responsável.
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