Marcas que Floresceram com Ações Sustentáveis

Descubra neste blog como grandes marcas fizeram escolhas mais sustentáveis e transformaram boas ideias em iniciativas que floresceram junto com seus negócios.

22/09/2026

Algumas marcas encontraram na sustentabilidade uma oportunidade para fazer diferente e acabaram ganhando grande visibilidade com isso. São iniciativas que ajudam o meio ambiente, mas também mostram ao público que existe um compromisso por trás do discurso.

Grandes marcas já encontraram diferentes maneiras de fazer isso. Algumas começaram pequenas e foram ampliando suas iniciativas ao longo dos anos. Outras transformaram uma necessidade da própria operação em uma oportunidade para criar soluções com menor impacto ambiental.

Neste artigo, vamos conhecer marcas que colocaram essas ideias em prática e conseguiram fazer da sustentabilidade uma parte relevante da sua trajetória.

Natura

Em 1983, a Natura começou a comercializar refis para produtos cosméticos, tornando-se a primeira empresa brasileira do setor a adotar esse modelo. A proposta permitia que o consumidor mantivesse a embalagem original e comprasse apenas o produto para reposição. Neste ano de 2026, a Natura informou ter mais de 110 itens com opção de refil e 55% de participação, em valor, na categoria de refis de higiene e beleza no Brasil, segundo levantamento da Worldpanel by Numerator. Dependendo do produto, o formato de refil pode utilizar até 85% menos plástico que a embalagem original.

A relação da marca com a sustentabilidade também passa pela biodiversidade brasileira. Em 2000, a Natura lançou a linha Ekos, desenvolvida a partir de ingredientes da biodiversidade amazônica e em parceria com comunidades que vivem da floresta. Andiroba, castanha e ucuuba estão entre os ativos utilizados pela linha. Em 2025, a empresa trabalhava com 52 bioingredientes da sociobiodiversidade amazônica e mantinha parcerias com 46 comunidades fornecedoras.

São ações que mostram como uma marca pode encontrar oportunidades de mudança dentro do próprio negócio. A Natura identificou cedo uma forma de prolongar o uso das embalagens, reduzir o consumo de plástico e transformar o refil em parte da identidade dos seus produtos. A marca também construiu uma comunicação muito ligada à cultura e às raízes brasileiras, colocando a biodiversidade amazônica no centro de produtos como os da linha Ekos e associando seu posicionamento à valorização da floresta e das comunidades que vivem dela.

#PraGenteVer: Refil Natura e produtos da linha Ekos em cenário de floresta.
A Natura é uma marca que transformou o refil e a biodiversidade brasileira em parte da sua trajetória de sustentabilidade. (Foto/Reprodução: Natura)

Nike

Em 1992, a Nike criou o Nike Grind, uma iniciativa para reaproveitar resíduos gerados durante a fabricação de seus produtos. A ideia ganhou outra dimensão em 1995, com o lançamento do Reuse-A-Shoe, programa que passou a recolher calçados usados para transformá-los em matéria-prima. Os materiais recuperados dos tênis são separados e processados para diferentes aplicações, como pisos esportivos, quadras, equipamentos de academia e outros produtos.

O resultado é uma nova utilização para materiais que chegariam ao fim da sua vida útil. Segundo dados divulgados pela própria Nike, mais de 148 milhões de libras de Nike Grind já foram recicladas desde 1992. A empresa também informa que 98% dos resíduos gerados em seus centros de distribuição, sedes e na fabricação de produtos acabados foram desviados de aterros. Nesse caso, o número inclui diferentes formas de destinação, como reciclagem e recuperação energética.

O interessante na iniciativa é a forma como a Nike passou a enxergar seus próprios resíduos. Um tênis antigo não precisa necessariamente voltar a ser outro tênis para continuar tendo utilidade. Seus materiais podem ganhar uma nova função em outro lugar, criando uma cadeia de reaproveitamento que vai além do produto original.

McDonald’s

Em 1991, quem passasse por um restaurante McDonald’s nos Estados Unidos poderia sair de lá com algo bem diferente de um Big Mac ou um McLanche Feliz: uma muda de árvore. Naquele ano, a rede se uniu à organização ambiental American Forests para criar o programa “Let’s Get Growing America”. Durante um fim de semana de abril, quase 7.500 restaurantes distribuíram mais de 9 milhões de mudas, sem exigir nenhuma compra para recebê-las. A iniciativa também levava informações sobre o plantio e sobre a importância das árvores para o meio ambiente.

A ação das mudas chama atenção pela dimensão, mas não foi o primeiro movimento ambiental do McDonald’s. Em 1990, a empresa começou uma parceria com a Environmental Defense Fund (EDF) para enfrentar um problema muito mais próximo da sua operação: a quantidade de resíduos gerada pelas embalagens.

Na época, a empresa começou a abandonar materiais como o poliestireno expandido em algumas embalagens e a repensar a quantidade de material utilizada. De acordo com o McDonald’s, as iniciativas realizadas na década seguinte eliminaram mais de 300 milhões de libras de embalagens, reciclaram 1 milhão de toneladas de caixas de papelão e reduziram os resíduos em 30%.

Esse movimento ganhou novas formas ao longo dos anos. O McDonald’s passou a trabalhar com fornecedores e organizações para encontrar materiais com menor impacto e, mais recentemente, colocou as embalagens no centro de metas globais. A empresa estabeleceu como objetivo que 100% das suas principais embalagens destinadas aos clientes fossem provenientes de materiais renováveis, reciclados ou certificados até o final do ano passado. No fim, a meta chegou a 95,8%.

#PraGenteVer: Produtos e embalagens do McDonald’s sobre uma bandeja.
Do plantio de árvores às mudanças nas embalagens, o McDonald’s vem incorporando novas iniciativas de sustentabilidade à sua trajetória. (Foto/Reprodução: Internet)

CIF

Em 2019, a Cif, marca de produtos de limpeza da Unilever, lançou no Reino Unido o Cif Power & Shine ecorefill. A proposta dele é: em vez de comprar novamente um frasco spray já cheio de produto, o consumidor poderia manter a embalagem original e comprar um pequeno refil concentrado. Em casa, o conteúdo era diluído em água e colocado no frasco para ser usado normalmente. A solução foi apresentada pela Unilever como uma forma de permitir que um único frasco fosse utilizado continuamente.

O refil é dez vezes mais concentrado que a versão convencional do produto. Por isso, a quantidade de água que normalmente seria transportada junto com o limpador deixa de fazer parte da carga, pois a diluição acontece somente quando o produto chega à casa do consumidor. Segundo a Unilever, o modelo reduz em 75% o uso de plástico da embalagem do refil, transporta 97% menos água e exige 87% menos caminhões para distribuir a mesma quantidade de produto.

Para a Cif, essa combinação entre inovação no produto e redução de impacto ambiental se tornou mais uma forma de construir sua presença no mercado em torno da sustentabilidade.

Billa

Depois de conhecer iniciativas de empresas que repensaram seus produtos, embalagens e formas de produção, fica uma questão: por onde começar? Nem todo negócio tem estrutura para criar um sistema de refil como a Cif ou desenvolver uma cadeia de reaproveitamento como a Nike. Muitas vezes, a mudança começa em uma escolha bem mais simples.

Se você concorda com isso, te apresentamos a Billa. Marca brasileira, a empresa trabalha com produtos de origem vegetal e busca oferecer alternativas aos materiais de origem fóssil. Seu portfólio reúne copos, potes e canudos de papel, talheres e prendedores de madeira, além de palitos, espetos, hashis e mexedores de bambu.

A Billa parte da ideia de que pequenas mudanças também podem gerar impacto quando passam a fazer parte da rotina. Por isso, seus produtos são pensados para empresas que querem incorporar escolhas mais responsáveis ao dia a dia, seja na operação, no atendimento ao cliente ou nos itens que oferecem.

Se a sua empresa também quer trazer escolhas mais sustentáveis para o dia a dia, a Billa oferece opções que podem fazer parte dessa mudança. Conheça o portfólio e encontre produtos pensados para unir praticidade, qualidade e responsabilidade ambiental.

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